quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

Opressão social no combate à pirataria




Pesquisador no Grupo de Pesquisa em Políticas Públicas para o Acesso à Informação (GPOPAI), da Universidade de São Paulo (USP), e co-autor de Estamos Vencendo!: Resistência Global no Brasil (ed. Conrad), junto com Andre Ryoki, Pablo Ortellado desmistifica as implicações da pirataria para a indústria. Primeiro, com a distinção entre a pirataria comercial e a de fins pessoais, que pode servir como “prospecção de mercado” e ferramenta de melhor decisão de consumo. Mesmo dentro da pirataria comercial, defende Ortellado, é preciso considerar o acesso à cultura para as camadas mais pobres da população. “O combate à pirataria para os setores populares não cumpre nenhuma função sistêmica para a indústria, além de restringir o acesso dos pobres aos bens culturais”, diz.

Em entrevista concedida durante o Fórum Livre de Direito Autoral - O Domínio do Comum, realizado no Rio de Janeiro, entre 15 e 17 de dezembro, pela Escola de Comunicação da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), o Ministério da Cultura (MinC) e a Rede Universidade Nômade, Ortellado explica ainda os equívocos no uso de números para descrever a pirataria e a necessidade de uma lei de direitos de autor mais equilibrada
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CartaCapital: A lei de direitos autorais vigente no país é criticada por ser obsoleta, por não se adaptar à realidade atual da sociedade de informação. Discute-se sua reforma, e aqui a dúvida: o que uma lei ideal deve contemplar?


Pablo Ortellado: Uma lei equilibrada não é possível porque os tratados internacionais impõem restrições e padrões mínimos de proteção que são excessivos. Tanto a Convenção de Berna para a Proteção das Obras Literárias e Artísticas quanto o Acordo de Aspectos Relacionados ao Comércio dos Direitos de Propriedade Intelectual (Trips, na sigla em inglês), da Organização Mundial de Comércio (OMC), estipulam que o período mínimo de proteção do direito autoral é a vida inteira do autor, mais 50 anos. Esse é o limite para menos, mas não há limite para mais. Não podemos criar uma legislação, por exemplo, que limite o direito autoral ao período da vida do autor, mais 30 anos. Para isso, teríamos que sair da OMC e da Convenção de Berna. Essa amarra internacional obriga todos os signatários desses tratados a um padrão mínimo, que é excessivamente alto.

CC: Considerando a perecibilidade dessa obra no mercado?

PO: Devemos lembrar que a vida comercial média de um livro ou de um disco não passa de cinco anos, e estas obras continuam com todas as restrições. Não pedimos que se revise isso, mas que a nossa lei que protege a vida do autor, mais 70 anos, regrida para o padrão mínimo exigido pelas convenções internacionais, da vida do autor, mais 50 anos. Além disso, pedimos que sejam exploradas todas as possibilidades e exceções que limitam a proteção do direito autoral para adequar a nossa lei de direito autoral à realidade da sociedade da informação. A informação precisa circular livremente porque ela é um elemento do desenvolvimento comercial.


CC: Seu entendimento é de que a pirataria permite o acesso à cultura. A indústria, por outro lado, o vê como crime e desrespeito aos direitos de autor.


PO: A indústria fala de pirataria com um sentido muito amplo. Talvez não seja correto chamar de pirataria o compartilhamento de arquivos sem interesses comerciais porque não envolve dinheiro. Mas vamos pensar na pirataria comercial, na venda em camelôs, que é uma transação comercial e um empreendimento de capital de pequeno porte. Quando esse tipo de pirataria é voltado para o segmento popular, ele tem a característica de oferecer às pessoas pobres o acesso a bens culturais digitais. O benefício comercial é enorme: a estimativa é de que se multiplica por sete o acesso à musica e por 2,5 aos filmes. Isso não causa prejuízo significativo para a indústria porque essas pessoas estavam excluídas do mercado, pois não têm meios econômicos para pagar R$ 30,00 em um CD ou R$ 60,00 em um DVD.

CC: O principal argumento, no entanto, é de que a pirataria se transformou em um mercado lucrativo.

PO: Não se trata de um mercado que estava atendido anteriormente pela indústria tradicional, e que se esvaiu com a pirataria. O combate à pirataria para os setores populares não cumpre nenhuma função sistêmica para a indústria, além de restringir o acesso dos pobres aos bens culturais. Isso, sem aumentar o mercado consumidor porque a participação dessa camada no mercado é marginal.


CC: A indústria, por outro lado, parece estar convencida da legitimidade das ações de combate à pirataria.


PO: Isso é opressão social, e apenas a manutenção da ordem. A indústria está sofrendo menos do que alega. Mesmo entre os consumidores ricos, você tem dois tipos de uso da pirataria. Há a substituição de consumo: eu ia comprar um CD recém-lançado, mas deixei de fazê-lo porque o baixei da internet. O problema para a indústria está restrito a essses casos, que estão divididos entre a pirataria não comercial, para uso privado, e a comercial, com venda nas ruas. Por outro lado, há o uso da pirataria como prospecção de mercado para fazer a compra legítima de um bem cultural, no caso de pessoas que se informam primeiro e selecionam o que vão comprar. Esse uso da pirataria também é positivo porque não causa dano à indústria, e, ao mesmo, melhora a qualidade do consumo com decisões de compra muito mais informadas.

CC: A pirataria, por outro lado, é apresentada como um negócio de grandes proporções e ramificações. Não é assim?

PO: A pirataria é de pequena escala. Você pode medir isso com base nas apreensões. No Brasil, temos três órgãos de repressão à pirataria: a Polícia Rodoviária Federal, a Polícia Civil e a Polícia Federal. Os CDs, no caso da pirataria, podem ser queimados [método utilizado, por exemplo, em computadores pessoais] ou prensados [método industrial]. A maioria das apreensões são de CDs queimados, ou seja, feitos a partir de um método doméstico. Não falamos de conglomerados, e o que provalmente supera esse tipo de pirataria é o contrabando da mídia virgem. Nesse caso, é contrabando em média e grande escalas. Aparentemente, a máfia não está ligada com o vendedor de CDs de música da rua.


CC: Mas a indústria utiliza dados, que servem de argumento para o combate à pirataria.


PO: Grande parte dos elementos que orientam o debate vêm da própria indústria. Ela usa muito o dado, por exemplo, de que a pirataria causa prejuízo, gera desemprego e a perda de impostos. São números sempre grandiosos porque são mais impactantes. Esses dados, no entanto, não querem dizer nada porque são calculados de maneira equivocada, mas orientam políticas públicas, reformas legislativas e ações em disputas internacionais. A indústria utiliza cifras de ações das polícias Rodoviária Federal, Civil e Federal, mas de apreensões principalmente de mídias virgens. A indústria soma anualmente os resultados dessas apreensões, multiplicando isso pelo preço médio de mercado e falam que o resultado é o prejuízo para a indústria. Com base nisso, dizem que tal resultado implica na perda de tantos empregos e de arrecadação de impostos. Apreensão, no entanto, não tem nenhuma relação com o tamanho do mercado. Se o governo apreendeu um milhão de CDs, não há como saber quanto o mercado de rua receberá disso. O primeiro erro é fazer a contabilidade do mercado,pela sua própria natureza ilegal. O segundo é pressupor que cada aquisição de um produto pirata equivale à eliminação de uma venda pelos meios tradicionais. Eles desconsideram o fenômeno da elasticidade dos preços: eu compro um CD por mês a R$ 40,00, mas posso comprar muitos mais pelo valor de R$ 2,00. As pessoas compram muito mais CDs e DVDs nas ruas porque os preços são muito mais baixos.

CC: Falta estratégia da indústria para aceitar e se adaptar ao novo?

PO: A indústria agonizou sem se adaptar à nova situação tecnológica do mundo, e optou por reagir à pirataria de uma maneira repressiva. A mudança de modelo poderia ter sido muito suave. Ela agoniza desde o surgimento do Napster, há mais de dez anos. E só há cerca de dois anos que efetivamente começou a desenvolver novos modelos de negócio, com a venda de música digital a preços mais baratos.

CC: Na Espanha, a Sociedade Geral de Autores e Editores (Sgae), empresa privada dedicada à gestão dos direitos de autor de artistas associados, criou o que se pode chamar de “inspetores” culturais. Um casamento, por exemplo, pode ter a visita de um desses representantes, que averigua se as músicas utilizadas durante as cerimônias tiveram seus direitos respeitados. Muitos cidadãos, no entanto, recorreram à Justiça por considerá-lo uma invasão da privacidade. O Brasil poderia trilhar o mesmo caminho?

PO: É a mesma coisa. O Escritório Central de Arrecadação e Distribuição (ECAD) realiza ações semelhantes, com o agravante de ser uma sociedade arrecadadora nada transparente. Ele cumpre uma função pública, e, ao mesmo, tempo não sabemos qual é a metodologia de redistribuição dos rendimentos. Por outro lado, ele opera dentro das regras atuais, estabelecidas pela lei arcaica que temos no Brasil.


CC: O projeto substitutivo ao PLC 89/2003, PLS 137/2000 e PLS 76/2000, redigido pelo senador Eduardo Azeredo (PSDB/MG), conhecido como a "Lei de Crimes de Informática", gera polêmica por criminalizar uma série de condutas dos usuários, mesmo não existindo uma lei própria para a internet. Há riscos para os usuários caso o projeto seja aprovado?


PO: Para passar o projeto, estão usando o argumento de que ele combate os hackers, o cibercrime e a pedofilia, o que mais sensibiliza a população. Mas já foi aprovado, há cerca de um mês, um projeto de lei [PL 3773/08, sancionado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva em novembro] especificamente para a pedofilia na internet, com amplo apoio da sociedade civil e das organizações de combate à pedofilia. Por isso, não é necessário mais esse argumento de que nós precisamos de uma legislação no código penal que puna a pedofilia porque ela já existe e é moderna. Além disso, o projeto do senador Azeredo foi redigido de modo tão amplo, que vai acabar cerceando diversos direitos civis, que não são necessariamente de direitos autorais, como o direito de comunicação anônima na internet e o de contornar sistemas de proteção.

segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

Governo de Minas cria Fundo habitacional para militares

O Governador Aécio Neves sancionou no último dia 23 de dezembro a Lei 17.949 que cria o Fundo de Apoio Habitacional aos Militares do Estado de Minas Gerais (Fahmemg). O objetivo é conceder financiamento para assistência à habitação aos segurados do Instituto de Previdência dos Servidores Militares (IPSM). Com essa medida as entidades representativas dos militares esperam resolver um antigo problema de acesso ao crédito imobiliário pelos militares e ainda retira-los das chamadas “zonas de risco” onde atualmente residem.

Durante tramitação no na Assembléia Legislativa, os deputados discutiram a criação do Fundo e alterações à proposta original. Os deputados estaduais Weliton Prado e Durval Angelo ambos do PT, destacaram a importância da aprovação da matéria, mas defenderam a necessidade de se ouvir as entidades que representam os servidores militares, como Associação dos Praças, Cabos e Soldados da Polícia Militar (ASPRA), especialmente nas discussões que se referem ao pagamento da dívida do Estado com o IPSM.

Segundo o projeto, o total da dívida do Estado com o IPSM é de R$ 1,23 bilhão, dos quais R$ 470 milhões seriam destinados para constituição do fundo. Porém, segundo a norma, o restante da dívida, cerca de R$ 760 milhões, será pago em 360 parcelas sucessivas e mensais, acrescidas de juros de 6% ao ano, contudo, sem correção monetária.

O IPSM segundo os deputados é um patrimônio que pertence aos servidores militares e não ao Governo. Por isso defendem que as entidades associativas dos militares sejam ouvidas. "Vamos conferir e fiscalizar todo o processo de quitação dessa dívida. Se acontecer qualquer problema no futuro, os servidores estarão mobilizados, pois esse dinheiro é fruto do trabalho dos militares e tem de ser aplicado para moradia popular”, afirmou o deputado Weliton Prado.

O presidente da Associação dos Jornalistas do Serviço Público (AJOSP), Cláudio Vilaça, elogiou a iniciativa dos militares, e espera agora que os servidores civis também sejam incluídos em um projeto imobiliário semelhante, estendendo o benefício aos contribuintes do IPSEMG.”Os Bancos privados credenciados pelo Governo de Minas, e que atuam com empréstimos em folha lucraram 500 milhões de Reais em 2008, mesmo assim nenhum deles se interessou em oferecer a linha de crédito imobiliário aos servidores do Estado, agora resta ao IPSEMG apresentar uma proposta viável utilizando os recursos do Fundo de Previdência dos Servidores do Estado (FUNPEMG)”. Vilaça disse que os cerca de 600 milhões de Reais existentes hoje no FUNPEMG tem sido direcionados para aplicações financeiras no Banco do Brasil, cuja a rentabilidade gira em torno de 08% ao ano, ao passo que se disponibilizado para o crédito imobiliário aos servidores públicos a poupança do Fundo será mais rentável, além de contribuir para o diminuição do déficit imobiliário em Minas, que hoje tem cerca de 580 mil servidores públicos.

quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

ROGÉRIO ZOLA SANTIAGO LANÇA LIVRO

Hoje, das 18h à meia-noite, no Automóvel Clube, tem lançamento do livro "Oitavo Pecado: Tudo sobre a Falta de Educação". A obra cujo o título diz tudo foi escrita pelo jornalista Rogério Zola Santiago.

quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

AUDIÊNCIA PÚBLICA VIRA SESSÃO DE PROTESTOS E VAIAS NA ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA


Grande presenças de servidores ativos e aposentados nesta quinta-feira na ALMG


Representante da SEPLAG ficou incomodado com a falta de inconsistência do Governo


Discussão foi marcada por criticas e vaias ao Governo.



A atuação da Seplag foi duramente criticada pelas associações e sindicatos que compareceram hoje na ALMG para discutir o PL 3669/2006, que concede "reajuste salarial" a todas as categorias. Segundo eles, a Secretaria de Planejamento e Gestão (SEPLAG) tem "demonstrado que é cega e surda" em relação às reivindicações dos servidores. Criticaram a política de remuneração dos servidores adotada pelo Estado, que extinguiu vários direitos do servidor, como qüinqüênio e a valorização para os mais antigos. O presidente da AJOSP, Cláudio Vilaça disse que o governo Aécio não tem demonstrado interesse algum em resolver questões básicas do funcionalismo. Alegou que a proposta de criação de um plano de carreira em 2005 foi "fictícia", pois na prática os posicionamentos ocorridos este ano só serviram para rebaixar ainda mais os vencimentos. As entidades também denunciaram que o governo vem concedendo renúncias fiscais as empresas, mas não tem possui uma política digna para conceder reajustes aos servidores. Mais pessimista, Vilaça afirmou aos deputados presentes na Audiência Pública que política remuneratória séria para os servidores públicos somente poderá ser negociada em 2011 com o próximo Governador. "Depois de seis anos, Aécio já demonstrou que não tem compromisso nenhum com os servidores públicos. Ele tem compromisso, na verdade, são com os seus projetos personalistas de almejar uma suposta carreira política bem-sucedida. Para isso, tem uma idéia fixa - e equívocada - de que seu Governo é vitrine para o Brasil", afirmou.

terça-feira, 9 de dezembro de 2008

PRÓ-CONFERÊNCIA NACIONAL DE COMUNICAÇÃO

Inscrições abertas para o “Seminário Mineiro
Pró-Conferência Nacional de Comunicação”


Composta por 21 entidades, a Comissão Mineira Pró-Conferência Pró-Conferência Nacional de Comunicação irá realizar nos dias 12 e 13 de dezembro, na Assembléia Legislativa de Minas Gerais o “Seminário Mineiro Pró-Conferência Nacional de Comunicação”. As inscrições são gratuitas e podem ser feita pelo site http://proconferenciamg.wordpress.com ou pelos telefones (31) 3225-4011 e (31) 2138-6767.

O Seminário discutirá o marco regulatório da Comunicação no Brasil e a construção de políticas públicas para a Comunicação. As presenças de entidades, organizações e movimentos consolidarão, junto às autoridades e a outros segmentos da sociedade, a compreensão sobre a urgência da Conferência Nacional de Comunicação.. O Seminário é fundamental para o avanço em direção a esse objetivo.

É a primeira vez que a Conferência Nacional de Comunicação faz parte da agenda política brasileira. É preciso que a sociedade brasileira trabalhe pela realização da PRIMEIRA Conferência. Todos os cidadãos podem participar do Seminário em Minas, independente de ligação com o setor, afinal a Comunicação faz parte da vida de todos e a sociedade precisa estar atenta e agir.

A emergência em se definir políticas públicas de Comunicação para o Brasil só pode encontrar respostas em um amplo debate nacional. Sociedade civil, movimentos sociais, empresários e governo precisam estabelecer juntos as diretrizes dessa política. Este grande pacto nacional em favor de uma comunicação verdadeiramente democrática só é possível por meio de uma Conferência Nacional de Comunicação, convocada pelo Governo Federal, com etapas municipais, regionais e estaduais, nos moldes das outras 49 Conferências já realizadas pelo Governo Federal, desde 2003, mobilizando mais de quatro milhões de pessoas.

As conferências nacionais são conquistas da democracia brasileira, e têm sido eficientes como fórum amplo de reflexão e formulação de propostas. Desde 2003, 48 conferências nacionais foram realizadas em vários campos de atividade, com uma produção significativa de propostas para o poder público, o setor produtivo e a sociedade civil. Agora é hora de se pactuar a realização da I Conferência Nacional de Comunicação.

A Conferência deverá tratar a comunicação como um direito fundamental, refletindo sobre o papel da comunicação democrática na garantia da liberdade de expressão, da inclusão social, da diversidade cultural e religiosa, da participação social, regionalização da produção e da convergência tecnológica.
O Seminário Mineiro e as outras atividades ocorridas “Brasil afora” têm a clara intenção de propor um diálogo entre governo, movimentos sociais, empresários, trabalhadores do setor e sociedade civil, a fim de firmar um pacto coletivo pela realização da Conferência.

Histórico – No decorrer de 2008, o movimento em prol da 1ª Conferência Nacional de Comunicação construiu uma rede atuante em todo o País, tendo sido formadas várias comissões estaduais, entre elas a Mineira. Conferências e seminários estaduais já reuniram cerca de quatro mil de participantes em 14 Estados.

O debate sobre a democratização da comunicação é feito há décadas, mas as discussões em torno de um marco regulatório a ser discutido em uma Conferência Nacional começaram a tomar corpo durante o Encontro Nacional de Comunicação, ocorrido na Câmara dos Deputados, no auditório Nereu Ramos, no dia 21 de junho de 2007.

PROGRAMAÇÃO

12/12 – Sexta-feira

19h00 – Credenciamento
19h30 – “A Importância da Conferência Nacional”
Hélio Costa – Ministro das Comunicações
Alberto Pinto Coelho – Presidente da Assembléia Legislativa de Minas Gerais
Marco Aurélio Jarjour – Presidente do Sindicato das Empresas de Rádio e TV
Celso Schröder – Coordenador-Geral Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação (FNDC), representante da Comissão Nacional Pró-Conferência de Comunicação
Rosane Bertotti – Secretária de Comunicação da CUT Nacional
Lidyane Ponciano (Mediadora) – Comissão Mineira Pró-Conferência Nacional de Comunicação e Sindicato dos Jornalistas Profissionais de Minas Gerais

13/12 - Sábado

08h00 – Credenciamento
09h00 – “Marco Regulatório e Convergência”
Maria do Carmo Lara – Deputada Federal (Comissão de Ciência e Tecnologia)
Luiza Erundina – Deputada Federal (Comissão de Ciência e Tecnologia)
Luciana Raso Sardinha – Mestre e Doutora em Direito Administrativo pela UFMG e autora de livros sobre Radiodifusão
José Sóter – Coordenador Executivo da Associação Brasileira de Radiodifusão (Abraço) Nacional e do FNDC
Aloisio Lopes (Mediador) – Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj)

12h00 – Almoço

14h00 – “Comunicação, Cultura e Subjetividade”

Wemerson de Amorin – Coordenador da Rádio FAE (Faculdade de Educação da UFMG)
Edivaldo Amorin Farias – Presidente da Associação Brasileira dos Canais Comunitários (ABCCOM)
Mozahir Salomão – Secretário de Comunicação da PUC-MG
Ricardo Moretzon (Mediador) – Campanha “Quem financia a baixaria é contra a cidadania” e Conselho Regional de Psicologia (CRP)
Entidades que compõem a Comissão Mineira Pró-Conferência Nacional de Comunicação – ABI-MG, Abraço-MG, Agenda 21-MG, AJOSP – Assoc. dos Jornalistas do Serviço Público, AMI, Ética na TV, Casa Brasil, CRP-MG, CUT-MG, Fenaj, Fitert, FNDC-MG, GRES Cidade Jardim, Jornal Brasil de Fato-MG, Kolping, Mandato Dep. Almir Paraca, Mandato Dep. Carlin Moura, PCdoB-MG, PT-MG, Sind. Jornalistas-MG, Sintert-MG.
Assessoria de Comunicação do Seminário Mineiro Pró-Conferência Contatos: Gustavo Machala / gugamachala@yahoo.com.br / (31) 2138-6767


Lidyane Ponciano / lidyaneponciano@yahoo.com.br / (31) 9905-5730
Cláudio Vilaça/ ajosp@terra.com.br / (31) 9608-1266

quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

SJPMG e AJOSP buscam enquadramento dos jornalistas

Dirigentes do Sindicato dos Jornalistas Profissionais de Minas Gerais e da Associação dos Jornalistas do Serviço Público reuniram-se nesta terça-feira, 2 de dezembro, com o subsecretário de Comunicação Social, Sérgio Esser, quando solicitaram seu empenho para eliminar as distorções provocadas pela nova nomenclatura de funções exercidas pelos jornalistas do serviço público estadual, que passaram a ser designados gestor e analista.

A omissão da função específica de jornalista vem provocando problemas no enquadramento, na progressão de carreira e até na aposentadoria dos jornalistas de serviço público. Outro problema tratado foi viabilização do desconto em folha para pagamento da mensalidade sindical dos jornalistas filiados ao SJPMG.

Para Aloísio Morais, é preciso resgatar a valorização dos jornalistas, sobretudo no serviço público. "A implantação de cargos e carreiras deve ter como objetivo principal a melhoria das condições de trabalho e salariais, para que os profissionais sejam valorizados e tenham oportunidade de progredir dentro da carreira ao longo dos anos".

O Subsecretário de comunicação disse que irá discutir as reivindicações das entidades na Secretaria de Estado de Planejamento e Gestão (Seplag), a fim de que sejam corrigidas as distorções no plano de carreira do Estado para os jornalistas concursados. Sérgio Ésser se comprometeu a dar um retorno aos dirigentes sindicais. Participaram do encontro, pelo sindicato, o presidente Aloísio Morais e a diretora Janaina da Mata e, pela associação, o seu presidente, Cláudio Vilaça.

Funções jornalísticas
Segundo Cláudio Vilaça, o Governo do Estado está tratando as carreiras profissionais de forma genérica, assim, fica "menos oneroso" para o governante conceder o reajuste salarial em bloco. "Quando o governo inclui todos os cargos de nível superior numa única carreira, além de não levar em consideração o desempenho da função, permite apenas a concessão de reajustes salariais de forma genérica”, explica.

- Em conseqüência disso – continua o presidente da AJOSP – o governo despreza a representação sindical e as conquistas de um determinada categoria. Isso ocorre não só com os jornalistas, mas outras carreira prejudicadas em função da lei 15.470, como a dos médicos e dentistas do Instituto de Previdência dos Servidores do Estado (IPSEMG), que hoje são tratados como analistas de seguridade social – diz.

E continua Cláudio Vilaça: “Queremos que o governo tenha sensibilidade e crie uma carreira no Estado exclusiva para os jornalistas do serviço público estadual (Imprensa Oficial, Rede Minas, Rádio Inconfidência e assessorias de comunicação), seguindo o exemplo da proposta que está sendo construída pelo Governo Federal, em comum acordo com a FENAJ, SECOM e Min. do Planejamento, onde será exigido o concurso público para ingresso no Estado. Com isso, creio que estaremos interrompendo esse processo nefasto da precarização da atividade jornalística pela terceirização. A proposta da criação da carreira exclusiva de jornalista tem apoio do Ministério Público Federal”.


Fonte: Site do SJPMG - Assessoria de Comunicação

segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

Dirigentes cobram carreira profissional de jornalista no Estado



Aloisio Martins presidente do SJPMG defende também carreira no serviço público


O presidente do Sindicato dos Jornalistas Profissionais de Minas Gerais, Aloísio Morais, e o presidente da Associação dos Jornalistas do Serviço Público (AJOSP), Cláudio Vilaça, discutem nesta terça-feira, dia 2, com o subsecretário de Comunicação Social do Governo do Estado, Sérgio Esser, o enquadramento dos jornalistas funcionários como jornalistas e não como analistas de gestão, como passaram a ser designados.

Morais e Vilaça defendem a criação de carreira exclusiva para os jornalistas na Imprensa Oficial, Rede Minas, Rádio Inconfidência e assessorias de comunicação, seguindo exemplo do serviço público federal, que está criando funções exclusivas para jornalistas concursados.

Carreira profissional
Segundo Cláudio Vilaça, o Governo do Estado está tratando as carreiras profissionais de forma genérica, assim fica "menos oneroso" para o governante conceder o reajuste salarial em bloco. Quando o governo inclui todos os cargos de nível superior numa única carreira, além de não levar em consideração o desempenho da função, permitiu a concessão de reajustes salariais de forma genérica”.

- Em conseqüência disso – continua o presidente da AJOSP – o governo despreza a representação sindical e as conquistas de um determinada categoria. Isso ocorre não só com os jornalistas, mas outras carreira prejudicadas em função da lei 15.470, como a dos médicos e dentistas do Instituto de Previdência dos Servidores do Estado (IPSEMG), que hoje são tratados como analistas de seguridade social – explica.

E continua Cláudio Vilaça: “Queremos que o governo tenha sensibilidade e crie uma carreira no Estado exclusiva para os jornalistas do serviço público estadual (Imprensa Oficial, Rede Minas, Rádio Inconfidência e assessorias de comunicação), seguindo o exemplo da proposta que está sendo construída pelo Governo Federal, em comum acordo com a FENAJ, SECOM e Min. do Planejamento, onde será exigido a criação de concurso público para ingresso no Estado. Com isso, creio que estaremos interrompendo esse processo nefasto da precarização da atividade jornalística através da terceirização. Essa proposta da criação da carreira exclusiva tem apoio do Ministério Público Federal”.



Fonte: SJPMG - Symphronio Veiga.